[Artigo] Quero usar o Hyper-V, mas não sei se meu PC suporta. Como eu descubro?

Bom dia!

O Hyper-V foi introduzido com o Windows Server 2008 e o Windows 8, pra quem se lembra, e hoje em dia, muita gente ainda não sabe de sua existência e, mesmo sabendo e usando o Windows 10, fica utilizando ferramentas de terceiros (muitas vezes pirateado), talvez por gosto mesmo ou por não saber se seu PC suporta.

Se você deseja usar o Hyper-V, esse artigo vai te interessar!

Primeiramente, você deve saber quais são os requisitos de software e hardware para executar o Hyper-V no seu PC ou laptop:

  • O Hyper-V só está disponível nas edições Windows Professional, Enterprise e Education do Windows 8 e superior;
  • Ele exige um sistema de 64 bits com SLAT (Tradução de Endereços de Segundo Nível). O SLAT é uma tecnologia presente na geração atual de processadores de 64 bits Intel e AMD. Você também precisará de uma versão de 64 bits do Windows. Com isso, o Hyper-V oferecerá suporte a sistemas operacionais de 32 e 64 bits dentro das máquinas virtuais;
  • Suporte da CPU para a Extensão do Modo de Monitor de VM (VT-c em CPU Intel);
  • Dependendo de quantas VMs você irá usar no Hyper-V, o seu PC deverá ter, no mínimo, 4GB de memória RAM. Mais VMs, mais memória!

Mas, o que é SLAT? SLAT (Second Level Address Translation) ou Tradução de Endereços de Segundo Nível é uma tecnologia introduzida em ambos os processadores Intel e AMD. Ambas as empresas chamam a sua versão da tecnologia com nomes diferentes. A versão da Intel é chamada de EPT (Extended Page Tables) e a AMD chama de RVI (Rapid Virtualization Indexing). A Intel introduziu a tecnologia Extended Page Tables (ou Tabelas de Páginas Extendidas) em seus processadores que foram construídos na arquitetura Nehalem (lançado em 2008), enquanto que a AMD só introduziu a RVI (Indexação de Virtualização Rápida) em sua terceira geração de processadores Opteron de codinome Barcelona. O Hyper-V usa essa tecnologia para executar mais funções de gerenciamento de memória da VM e reduzir a sobrecarga de traduzir/converter endereços físicos de convidados para endereços físicos reais. Fazendo isso, o tempo de CPU do Hypervisor é significativamente reduzido, e mais memória é salva para cada VM.

Agora que você já sabe dos requisitos, vou abordar alguns modos de verificar se seu PC suporta, ou não, o Hyper-V.

Para saber se seu processador possui tecnologia de virtualização:

Como o meu laptop é Intel, segue abaixo um print da ferramenta:

Agora, vamos usar o utilitário gráfico msinfo32, para fazer a verificação:

  • Abra o Executar (Win + r) e digite msinfo32;
  • Na tela Sumário do Sistema, desça até aparecerem as quatro informações, referentes ao Hyper-V:
    • Extensão de modo de monitor VM;
    • Virtualização habilitada no firmware;
    • Conversão de endereços de segundo nível;
    • Prevenção de execução de dados disponível.
  • Se todas estiverem com SIM, ótimo! Se algum item retornar NÂO, verifique os requisitos listados neste artigo e faça os ajustes quando possível.
  • Observação: Se aparecer a informação: Hyper-V Requirements: A hypervisor has been detected. Features required for Hyper-V are not be displayed, isso quer dizer que o Hyper-V já está habilitado no host.

Outro modo de saber é através do comando systeminfo, que trás as mesmas informações do msinfo32, só que em modo texto:

  • Abra o Prompt de Comando, ou o Windows PowerShell, e digite o comando systeminfo. Ele retornará as mesmas informações do modo anterior.

Por último, e não menos importante, tem a ferramenta da Sysinternals, o coreinfo, que vai informar se o processador suporta o SLAT:

  • Você baixa e extrai para o drive C, por exemplo;
  • Abre o Prompt, com privilégios administrativos, vai até o local e digita:
    • coreinfo.exe -v (-v: verifica se o processador suporta o SLAT).

Bem, por hoje é só. Espero que tenha ajudado!

Forte abraço,

Jorge Barata

[Artigo] Habilitando o Recurso Nested Virtualization no Windows Server 2016 e Windows 10

Bom dia!

O Windows Server 2016 e o Windows 10, estão trazendo um novo recurso do Hyper-V que é muito bem vindo para quem gosta, e precisa, fazer testes de clusterização, como eu, e não tem acesso a uma infraestrutura física (servidores, storages, etc.) que a possibilite. Por isso que a virtualização aninhada (nested virtualization), que é o novo recurso do Hyper-V, pode ajudar, e muito!

Sendo direto, nested virtualization é executar uma VM host com o Hyper-V, dentro de uma VM host com o Hyper-V. Ficou confuso? Vamos lá, que te vou mostrar!

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[Artigo] Configurando um Servidor Nano Server

Bom dia!

No artigo anterior, nós aprendemos a criar uma VM Nano Server, mas deve ter surgido a pergunta: “Como eu acesso o Nano Server?”. A dúvida é real e este artigo servirá para que você possa tornar seu Nano Server operacionalmente acessível, através da rede e no domínio.

Bem, vou considerar que o Nano Server já foi criado, conforme o artigo anterior.

No meu laboratório, estou contando com a seguinte infraestrutura de servidores:

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[Artigo] Métodos para Implantar o Nano Server (Passo-a-Passo)

Bom dia!

No meu último artigo, Nano Server, uma opção de instalação do Windows Server 2016, eu abordei sobre as características do Nano Server, foi pura teoria, mas neste artigo, vamos colocar em prática a implantação do Nano Server, utilizando o ISO do Windows Server 2016, versão final. Clique para baixar o Windows Server 2016!.

Criando um VHD do Nano Server via comandos PowerShell:

– Primeiramente monte o ISO do Windows Server 2016, na unidade de sua preferência. – Em nosso artigo, o ISO foi montado na unidade D:. Execute o Windows PowerShell com privilégios de Administrador, para poder gerenciar o arquivo WIM.
– Copie a pasta D:\NanoServer para a unidade C:. Pode ser via File Explorer ou através do comando do PowerShell:
Copy-Item -Path D:\NanoServer\ -Destination C:\NanoServer\ -Recurse
Vide imagem abaixo:
– Agora, importe o módulo “NanoServerImageCreator”, através dos comandos:
Set-Location –Path C:\NanoServer
Import-Module .\NanoServerImageGenerator\NanoServerImageGenerator.psd1
Conforme imagem abaixo:
– Feito o procedimento acima, podemos acessar a nova árvore de cmdlets, através do comando:
Get-Command –module NanoServerImageGenerator
Vide imagem abaixo:
– Agora vamos popular a pasta C:\NanoServer, com os arquivos necessários para criar uma imagem “bootável”, usando o comando:
New-NanoServerImage -MediaPath D:\ -BasePath .\Base -AdministratorPassword $Password -DeploymentType Guest -Edition Standard -TargetPath C:\VM\NanoVM.vhd

Observações: O comando acima criará uma imagem com as seguintes características:

  • O caminho do ISO ou DVD do Windows Server 2016: – MediaPath D:\;
  • Nome do arquivo: C:\VM\NanoVM.vhd;
  • Sem nenhum Role (função);
  • Será hospedado como convidado (guest) no Hyper-V;
  • A edição será a Standard;
  • A senha será a “Password”.

Veja nas imagens abaixo:



 

 

 

– Vejam na imagem abaixo, o Nano Server executado no Hyper-V do Windows Server 2016:

O arquivo VHD utiliza 522Mb de espaço e 768Mb de memória RAM, sendo executado.

Existe um outro método de se criar um VHD do Nano Server, utilizando a GUI, como veremos a seguir o procedimento muito mais simples e fácil.

– No Windows PowerShell, com privilégios administrativos, execute o comando abaixo:
Show-Command New-NanoServerImage
Veja na imagem abaixo:


Na GUI New-NanoServerImage, fica mais fácil preencher as opções para criar o VHD. Lembrando que as opções com asterisco (*) são de preenchimento obrigatório.

Espero que tenham gostado e coloquem em prática.

Fonte.

Até mais,

Jorge Barata

[Dicas do JB] Laboratórios Virtuais do TechNet

Bom dia!

Essa dica é pra você que deseja praticar as novas, e atuais, tecnologias da Microsoft, mas não quer perder tempo, ou não tem recursos de hardware, pra ficar montando ambiente virtual no computador. Desse modo, eu indico fortemente os laboratórios virtuais do TechNet. A única questão é que precisa de uma conexão de banda larga boa, o que não é tão fora da realidade aqui no Brasil!

O TechNet Virtual Labs possui vários ambientes virtuais (óbvio!) hospedados em datacenters da Microsoft. Você acessa tudo remotamente e tem toda a programação que deve seguir para completar o estudo.

Para ter acesso, basta clicar na imagem abaixo e ter uma conta do Hotmail, por exemplo.

Espero ter ajudado e bons estudos!

Forte abraço,

Jorge Barata

[Dicas de Livros] eBooks da Microsoft para baixar

Bom dia!

Hoje eu vou dar uma dica preciosa para quem gosta de livros técnicos (ebooks). A Microsoft, através de seu canal da Academia MVA (Microsoft Virtual Academy), fornece para download, gratuito, diversos ebooks da Microsoft Press.

São livros que abordam sobre diversas tecnologias, tais como: Windows Server 2016, Windows 10, SQL Server 2016, Microsoft Azure, etc., e em vários formatos, como, pdf, mobi, epub, etc. Fica tudo à seu gosto! Só tem um detalhe, os livros são em inglês. Mas isso não é problema, não é?! 😉

Para acessar a lista, clique na imagem abaixo e vamos estudar! 🙂

Espero que tenham gostado!

Bons estudos e até a próxima!

Jorge Barata

[Artigo] Nano Server, uma nova opção de instalação do Windows Server 2016

Bom dia!

Quando iniciei na comunidade técnica Microsoft, em 2008, comecei abordando sobre a nova opção de instalação do Windows Server 2008, o Server Core. Então, para não perder o costume, em meu retorno aos artigos técnicos, irei falar um pouco sobre a nova opção de instalação do Windows Server 2016, o Nano Server.

O Nano Server, como já adiantei acima, é uma nova opção de instalação do Windows Server 2016 e, como se trata somente de uma opção de instalação, seu licenciamento já está incluso quando se adquire o Windows Server 2016. Não precisa pagar mais nada!

Segundo a Microsoft, o “Nano Server é um sistema operacional de servidor, para ser remotamente administrado, otimizado para nuvens privadas e datacenters. Ele é similar ao Server Core, porém muito menor, não oferece logon local e suporta somente agentes, ferramentas e aplicações 64-bits. Ele utiliza muito pouco espaço em disco, é significativamente rápido para se configurar e requer muito menos atualizações e reinicializações que o Windows Server. Se precisar reiniciar, ele o faz muito rápido. O Nano Server está disponível nas edições Standard e Datacenter do Windows Server 2016.”.

Tipos de cenários ideais para o Nano Server:
– Como um host de “computação” para máquinas virtuais Hyper-V, em clusters ou não;
– Como um host para Scale-Out File Server;
– Como um DNS server;
– Como um web server, executando o Internet Information Services (IIS);
– Como um host para aplicações desenvolvidas utilizando padrões de aplicações em nuvem e sendo executado em um container ou em um sistema operacional convidado em uma máquina virtual.

O Nano Server, por se tratar de um sistema operacional leve para executar aplicações cloud-native, baseadas em containers e micro serviços, ou como um host de datacenter de custo efetivo, seguem abaixo algumas diferenças entre o Nano Server e o Server Core e o Windows Server completo:
– O Nano Server não oferece capacidade de logon local ou interface gráfica;
– Suporta somente agentes, ferramentas e aplicações 64-bits;
– Não pode ser um domain controller;
– Não suporta diretivas de grupo, porém pode-se usar o DSC para aplicar configurações em escala;
– Não pode ser usado como um servidor proxy, para acesso à Internet;
– NIC Teaming não é suportado (load balancing e failover e LBFO). Por enquanto, somente o switch-embedded teaming (SET) é suportado;
– System Center Configuration Manager e System Center Data Protection Manager não são suportados;
– Best Practices Analyzer (BPA) cmdlets e BPA integration com o Server Manager não são suportados;
– A versão do Windows PowerShell do Nano Server tem algumas diferenças importantes. Leia aqui (https://technet.microsoft.com/en-us/windows-server-docs/get-started/powershell-on-nano-server), para mais informações (em inglês);
– O Nano Server é suportado somente no modelo Current Branch for Business (CBB). Não foi lançado, no momento, o modelo Long-Term Servicing Branch (LTSB) para o Nano Server.

Para testar o Windows Server 2016, baixe a versão de testes (180 dias).

Para saber mais, clique aqui.

Obrigado e até o próximo artigo! 😉

Jorge Barata

[Artigo] Desired State Configuration (DSC)

Bom dia!

Este ano é o ano de dar mais vida ao meu blog. Dar mais vida com novos artigos técnicos! Segue abaixo o primeiro, pequeno mas interessante pra quem já utiliza o Windows PowerShell diariamente, seja no Windows Server, no Server Core ou o novo Nano Server.

Desired State Configuration (DSC)

O DSC nada mais é que uma nova plataforma de gerenciamento do Windows PowerShell, que permite implantar e gerenciar dados de configuração para serviços de software e gerenciar o ambiente em que esses serviços irão ser executados.

O DSC fornece um conjunto de extensões de linguagem do Windows PowerShell, novos cmdlets e recursos que se pode usar para especificar declarativamente como se quer que o ambiente de software seja configurado. Também fornece um meio de manter e gerenciar configurações já existentes.

Como exemplos de aplicações práticas do DSC, segue abaixo uma lista:

– Ativar e desativar funções e recursos;
– Gerenciar configurações de registro;
– Gerenciar arquivos e diretórios;
– Iniciar, parar e gerenciar processos e serviços;
– Gerenciar grupos e contas de usuários;
– Implantar novo software;
– Gerenciar variáveis de ambiente;
– Executar scripts do Windows PowerShell;
– Corrigir uma configuração que esteja dessincronizada em relação ao estado desejado;
– Descobrir o estado de configuração real em um nó específico.

Para saber mais sobre o DSC, clique na fonte abaixo:
https://msdn.microsoft.com/pt-br/powershell/dsc/overview

Forte abraço,

Jorge Barata