Olá Pessoal!
Dia 04/10/2011, uma terça-feira, eu quebrei uma das regras mais importantes da segurança, a segurança física. Não me orgulho disso e na verdade, vai servir de exemplo prático para os meus leitoes e aos futuros alunos do Workshop de Revisão para a Certificação Security Plus.
Nesta tarde, eram 15 horas, eu fui visitar um cliente e estava atrasado. Para escapar de um engarrafamento, em uma avenida muito movimentada e, diga-se de passagem, perigosa em alguns horários, eu decidi pegar um atalho que corta uma das favelas mais perigosas de Fortaleza, a Favela do Lagamar. Sei que foi uma decisão estúpida e sinceramente digo que não sei o que aconteceu pra eu ter essa “blilhante” idéia. Ao chegar em certo ponto, a rua estava interrompida propositalmente e eu ao invés de retornar, continuei com a minha idéia de jerico em contornar o qurateirão. Feito isso, eu me vi em uma ruela de piçarra em que para continuar, eu tinha que atravessar um trilho. O que eu não sabia era que a lage após o trilho estava solta e quando eu passei com a roda dianteira do carro, a lage cedeu e o meu carro ficou “pendurado”, com a traseira no trilho. Meu Deus!!! Abaixei a cabeça e vi que #%rda eu tinha feito.
Tentei ir para frente e para trás e nada do carro sair. Momentos depois começaram a aparecer alguns “ajudantes” querendo tirar meu carro da situação. O problema começou pra valer, quando me lembrei que estava com mil e quinhentos reais para pagar as contas e minha mochila com meus apetrechos tecnológicos. Meu Deus, novamente!!!
Ao perceber a confusão que estava metido, eu tratei de “esconder” pelo menos a carteira com o dinheiro e saí para tentar conversar com os líderes dos “ajudantes”, dois senhores de bigode, e ver o estrago que tinha acontecido. Até que o carro estava bem. Estava! Quando o povo começou a empurrar e puxar o carro, o pára-choque ficou frouxo e amassaram a lateral do pára-lamas. Mas isso eu só vi muito depois.
Pra resumir a história, tinham uns vinte homens rodeando meu carro (e eu dentro), quando um dos senhores conseguiu uma picape com reboque e ele conseguiu tirar meu carro do buraco. Finalmente? Não! Quando eu desci do carro para amarrar a corda no eixo traseiro do carro, os homens começaram a falar que o “patrão” vai ter que dar um “agrado” aos trabalhadores. É óbvio que eu teria que fazer isso, afinal meus trinta minutos de estupidez já tinham acabado. A questão era: Como vou abrir a carteira recheada de notas, para tirar a recompensa? Pois é, eu entrei no carro, me encolhi todo, abri a carteira e retirei a única cédula de cinquenta reais, abri o vidro até um palmo, quando vários braços quase me retiram do carro. Minha sorte foi que um dos senhores afastou os homens (juro que dos vinte homens, uns quinze já tinham aparecido nos programas policiais – brincadeira!) e organizou a bagunça. Aproveitei o momento e joguei a cédula longe do carro e na confusão para pegar o bendito dinheiro, eu saí com o carro todo batendo e voltei para a avenida que eu nunca deveria ter saído. Esqueci até de agradecer ao rapaz da picape.
Ao chegar no cliente, eu pude ver o estrago no meu carro todo marcado de mãos por causa da poeira. Não esquentei, pois estava bem (inteiro!). Resolvi o problema com o cliente (pedi mil desculpas pelo atraso) e fui a uma oficina com meu irmão para arrumar o carro.
Como falei antes, não sei o que me deu para fazer tal tolice. Sou muito metódico, não gosto de quebrar minha rotina e sempre prezo pela segurança. Tanto que sempre vou aos clientes de táxi e justo neste dia eu decidi ir com meu carro e ainda por cima, pegar o tal atalho!
Meus leitores, que essa história sirva de exemplo prático para nunca comprometerem sua segurança física. Eu posso dizer que tive muita sorte, mas não podemos brincar com o perigo. Agradeço a Deus e por manter a calma nestes quase 40 minutos de sufoco!
Nota: Bem, para evitar confusão, quero deixar claro que não é minha intenção, e nem foi, rotular os moradores do Lagamar, quando falei acima que é perigosa, etc. A verdade é que lá têm gente boa, trabalhadora e sofredora. Gente ruim têm em todo lugar, em qualquer bairro. Seja do ladrão de galinhas ao bandido do colarinho branco que aumenta o próprio salário quando quer! Espero que todos entendam o real objetivo deste artigo, que é a segurança física.
Obrigado e Sucesso!
Jorge Barata










